(...) a coletânea exercita uma espécie de ética da atenção à dor, que não deve ser confundida com a espetacularização da finitude da vida forjada pelo desalento e a desesperança que a ausência da vida provoca. Ao invés de consumir imagens do sofrimento e retóricas que induzem o leitor a emular o desgosto e a paralisia diante do que é inevitável, os ensaios convidam à escuta, à análise crítica e à responsabilidade histórica diante das ausências que de uma forma ou de outra, ocuparam um lugar no nosso ser.