Tarde demais pra resistir parece ser uma declaração de entrega. Aquele momento em que só resta ao poeta resgatar toda a poesia que, tendo brotado da gaveta da escrivaninha, espalha-se pela casa. Os poemas de Maurício Marinho são escritos em folhas outonais e dão testemunho da perene necessidade do poeta de transbordar afetos e desejos, assim como de traduzir encontros, desencontros, pensamentos e sensações em versos. Escritos ao longo de 36 anos, revelam que os fios emaranhados pela lida, compridos até perder de vista, mas que cabem na palma da mão, se misturam com a linha da vida, presente na mão de quem escreve. Assim, a lida do poeta pode ser lida por nós Marca: Não Informado