Ao longo das últimas três décadas, o Rio de Janeiro esteve no centro dos debates globais sobre a sustentabilidade dos territórios face a cenários de crescente destruição dos suportes ambientais à vida na Terra e expansão de modelos econômicos que promovem desigualdade e segregação socioespacial. Neste sentido, este volume nos brinda com estudos de caso, atualizações teórico-conceituais e formulações de propostas de planejamento e gestão voltados à redução dos riscos desencadeados por um modelo de crescimento econômico desigual e ambientalmente deletério. As escolhas temáticas dos capítulos apontam para o surgimento de experimentos mais inclusivos e participativos de gerir os territórios, valorizando a resiliência histórica e físico-natural dos assentamentos humanos marginalizados, e trazendo para o centro do debate aspectos cruciais da diversidade cultural, do manejo dos recursos e da solidariedade nas relações do continuum socionatural que nos abriga. Os capítulos apresentam a inserção do estado do Rio de Janeiro dentro da nova rodada de transformação do capitalismo, na qual emergem ambientes de produção que incorporam inovação e criatividade como motores da dinamização econômica, tendo em mente que sua sustentabilidade depende do reconhecimento e da valorização das singularidades de cada território. Antonio Carlos de Barros Corrêa - UFPE