Este estudo sobre a figura mais enigmática da filosofia grega se deve à originalidade fundadora de Sócrates. Questiona-se a respeito de um Sócrates que, por muito tempo deixado à sombra de Platão e de Aristóteles, seus sucessores, marcou uma verdadeira reviravolta da filosofia, religião e ética gregas. A busca pela figura histórica se concentra no Sócrates dos primeiros diálogos de Platão, estabelecendo um nítido contraste com aquele outro Sócrates, o dos últimos diálogos, em que ele figura como porta-voz da doutrina platônica, frequentemente antissocrática. No cerne do livro encontra-se a natureza paradoxal do pensamento de Sócrates. Mas os paradoxos são explicados, e não atenuados, pela explicação. O livro ressalta as tensões da busca socrática pela resposta à questão 'Como deveríamos viver?'. Concebida como uma injunção divina, a busca é feita por argumentos elêncticos e dominada por um racionalismo intransigente. O 'magnetismo' da personalidade de Sócrates pode então emergir por todo o livro. "Este é o melhor livro disponível sobre o assunto. Nenhum outro livro escrito por alguém com conhecimento tão profundo pode falar com tanta autoridade para acadêmicos e ainda ser tão agradável para leitores em geral. A escrita filosófica agora não tende a ser excessivamente técnica e acadêmica. Sócrates, ironia e filosofia moral não tende a ser excessivamente técnica e acadêmica. Sócrates, ironia e filosofia moral não é: ele pode levar muitos tipos diferentes de pessoas ao cerne das características mais intrigantes e importantes de Sócrates". Julia Annas para The New York Times Book Review Marca: Não Informado