A Ode Marítima, de Álvaro de Campos, é um poema publicado em 1915 na revista Orpheu. O poeta encontrase diante de um cais deserto e, a partir da visão de um navio que chega, mergulha em um intenso fluxo de sensações, memórias e fantasias ligadas ao mar. A contemplação inicial transformase em exaltação da aventura marítima, evocando piratas, descobrimentos, violência, erotismo e liberdade. O poema alterna momentos de exuberância com passagens de introspecção, revelando o conflito entre o desejo de evasão e a consciência da própria imobilidade. A linguagem é marcada por ritmo vertiginoso, imagens fortes e expressão dos sentimentos, contrastando o sonho grandioso das viagens à solidão do sujeito moderno, preso ao cotidiano. Marca: Não Informado