Existe um livro que ninguém deveria terminar de ler: uma peça de teatro chamada O rei de amarelo, que circula como uma doença e conduz à loucura todos os que ousam chegar ao seu segundo ato. Chambers nunca a revela por inteiro apenas fragmentos e nomes que ecoam como um sino rachado: Carcosa, os Sóis Gêmeos, a Máscara Pálida. É no que fica oculto que mora o terror. Publicado em 1895, este volume reúne dez contos que vão do delírio à boêmia parisiense do fim do século xix. Herdeiro da Carcosa de Ambrose Bierce e precursor direto do horror cósmico de H. P. Lovecraft, O rei de amarelo é uma das obras fundadoras da literatura weird um clássico que prefere a sugestão à explicação e que, mais de um século depois, ainda guarda seus segredos.