Ao longo da história brasileira, epidemias expuseram desigualdades sociais profundas, atingindo de forma mais intensa populações vulneráveis. A pandemia de COVID-19 reafirmou esse padrão ao evidenciar fragilidades do sistema de saúde e impactos desiguais sobre a sociedade, reforçando as assimetrias sociais. A COVID-19 descortinou forte crise no federalismo brasileiro, especialmente na falta de coordenação federativa, agravada por conflitos políticos e ausência de liderança central eficaz, comprometendo o enfrentamento da pandemia. Essa crise de saúde revelou a necessidade de fortalecer o federalismo cooperativo e a governança multinível no Brasil, bem como a importância de planejamento integrado, coordenação institucional e participação democrática para a modernização do pacto federativo. Marca: Não Informado