Como um processo terapêutico de cura, a autora resolve narrar o drama vivido e o fim de uma relação abusiva. Descreve os traumas de uma infância conturbada, a sensação de abandono. Usa frequentemente a expressão nadando num mar gelado para definir seu esforço de superação dos traumas que tiveram sua origem na infância, o mar gelado da infância e que repercutiram na idade adulta e em seus relacionamentos. O processo de cura se delineia com o autoconhecimento, a descoberta de valores antes não percebidos, a reconquista da autoestima. A luta por reconstruir a própria vida, de vencer a sensação de abandono e viver com plenitude.