Ao enfrentarem a crise ecológica, as ecofeministas do mundo todo se tornaram agentes da história/natureza. Dão voz a uma política subversiva, consciente de sua própria situação e transicionalidade. Em termos epistemológicos, eu diria que o ecofeminismo expressa um materialismo corporificado. Seu primeiro passo é interrogar a convenção eurocêntrica que posiciona o Homem acima da Mulher e da Natureza. Este livro transmite a concretude ou o essencialismo deslocados dessa hegemonia através da fórmula ironicamente positivista Homem/Mulher = Natureza (H/M = N). Desvendando as identidades contraditórias e os abusos intoleráveis incorporados nessa ideologia, espero mostrar como o socialismo, a ecologia, o feminismo e a luta pós- colonial podem ser fundamentados, unificados e fortalecidos por uma dialética ecofeminista de relações internas. Ariel Salleh, no Prefácio à primeira edição