A talvez permanente situação de "crise epistemológica" vivida pela Criminologia não pode ser, em uma chave mais otimista, interpretada mais como um saber que se critica permanentemente, questiona seus próprios fundamentos, tenta abrir espaços de diálogo com outros saberes, e que está aberto às mutações sociais e ao moto perpétuo das sociedades contemporâneas? E, além disso, que se reconhece, por vezes, incapaz de dar respostas prontas e acabadas acerca do fenômeno social (o crime) a que se propõe dar conta, de resto tão complexo e multifacetado?" No esteio desses questionamentos, o presente trabalho analisa como a teoria criminológica, na modernidade tardia, porém não de maneira completa e absoluta, acabou por se se fragmentar em diversas "criminologias". Para o autor, é provável que essa relativa fragmentação fosse inevitável na medida em que os modelos de sociedade que conformaram certas teorias criminológicas se mostraram insustentáveis em determinado momento, incapazes que foram de forjarem consensos duradouros. Nessa toada, Carlos Canêdo reconhece que ainda se encontra aberta a identi- ficação do exato estatuto epistemológico da Criminologia e apresenta algumas das principais teorias criminológicas ? devidamente analisadas, criticadas e desdobradas em consonância com o debate e a bibliografia mais contemporâneos e com ênfase nos autores mais representativos de cada uma delas ? bem como seus processos de transformação e fragmentação, mapeando as possíveis pautas de investigação que podem orientar novos estudos criminológicos. Marca: Não Informado