A dança áspera das raízes reúne poemas escritos entre 2021 e 2024, compondo um percurso em que matéria e pulsação se entrelaçam. A morte, a água e a terra atravessam o livro como forças estruturantes — e é justamente a partir delas que emergem a vida, o desejo e tudo aquilo que insiste em permanecer. Sem títulos, os poemas se organizam em fluxo, numa escolha estética que já marca a trajetória da autora e que aqui se intensifica: não há interrupção, mas continuidade. O livro se constrói como um território em movimento, onde cada texto se liga ao outro, formando uma experiência de leitura orgânica, densa e profundamente sensorial.