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Guia: como comprar sua próxima TV

Pelo Pinguim, direto do E-Glu

Parece fácil mas, na hora de comprar uma TV nova, bate aquela dúvida: que modelo eu escolho? Pra que servem todas essas funções? E, finalmente: o que é importante de verdade?

Antes de mais nada, fique sabendo que a sua próxima TV será bem fina - e certamente terá um painel de LCD ou Plasma. Resista à tentação de economizar uns cobres e comprar aquela TV de tubo baratinha.

Outro detalhe: seu novo televisor será compatível com a TV Digital, uma tecnologia que veio pra ficar. Quem já conhece sabe que a diferença na qualidade da imagem e do som é tão grande que até fica difícil comparar. Isso sem falar que as transmissões analógicas no Brasil têm data pra acabar, 29 de junho de 2016.

Com tantas opções de preços, tamanhos e tecnologias que surgem a cada momento no mercado, falta tempo e fica difícil analisar cada equipamento e saber o que é mais importante neles. Se termos como LED, Full-HD, Blu-Ray e HDMI parecem complicados, saiba agora o que cada um deles faz e o que é mais importante na hora de comprar sua TV.

O sintonizador digital é indispensável.

Pra começar, procure uma TV que já venha com o sintonizador de TV Digital. Pode parecer óbvio, mas não é. Alguns modelos disponíveis no mercado ainda não oferecem esse recurso, que é indispensável - sem ele você não assiste às transmissões da TV aberta digital e vai ter de comprar um sintonizador avulso - mais complicação, mais cabos, mais dinheiro.

E a tela de LED?

Quanto à tela de LED, se a sua TV não tiver, você continua a ver os programas, sem problemas. Uma TV LED, portanto, não é obrigatória.

Os LEDs (Light Emitting Diodes, diodos emissores de luz) são lâmpadas de estado sólido. Ou seja - não tem gás em seu interior, e esquentam muito pouco. Na verdade, não são eles que desenham a imagem na tela. Continua sendo uma tela de LCD comum. Os LEDs ficam atrás da tela LCD - ou painel, no jargão dos fabricantes - e servem para iluminar a imagem gerada pelo painel, garantindo que você consiga ver alguma coisa.

Até um ou dois anos atrás, todas as TVs de LCD usavam lâmpadas de luz fria, parecidas com as lâmpadas fluorescentes usadas em escritórios. Ainda hoje há modelos com esse tipo de iluminação.

Como os LEDs são bem menores e são controlados individualmente, a TV fica muito mais fina (entre 3 e 5 centímetros dependendo do televisor), as imagens têm mais brilho e as cores ficam mais intensas.

Além disso, a tecnologia LED é capaz de economizar até 40% no consumo de energia elétrica e os aparelhos são fabricados com materiais que não agridem o meio ambiente, como as lâmpadas de luz fria.

Mas as TVs com iluminação fluorescente têm a vantagem de serem bem mais baratas. Se a TV com luz fria for descartada de maneira correta (devolvendo ao fabricante, ou solicitando coleta especial à prefeitura) não há risco ambiental - e você só vai fazer isso no final da vida útil do televisor, daqui a muitos anos. Pelo seu preço, elas ainda são um bom negócio, como a AOC D26W931, de 26 polegadas, que já tem conversor de TV digital, entradas HDMI e USB e custa bem baratinho.

TV AOC D26W931 LCD baixo preço barata HDMI USB 26 polegadas

Mas preste atenção: LEDs só são usados em TVs de LCD (Liquid Cristal Display, painel de cristal líquido). Os aparelhos com painel de plasma continuam a usar as lâmpadas de luz fria, mas isso não quer dizer que a imagem deles é pior. Na verdade, cada tecnologia tem suas vantagens.

Plasma ou LCD? Qual o melhor?

As TVs de plasma costumam ter 50 polegadas ou mais e servem bem para espaços muito grandes e pouco iluminados - a TV de plasma gera bastante luminosidade. Locais mais iluminados podem receber uma TV de LCD com iluminação de luz fria.

Se a TV for de LCD mas usar LEDs, vai se adaptar bem a qualquer ambiente, independente da iluminação e do espaço. Um dos modelos mais simples que atendem a todas essas características é a LG 22LV2500, com 22 polegadas, LED e conversor digital integrado.

TV LG 22LV2500 LCD LED 22 polegadas conversor digital

Se preferir um modelo de plasma, há a Samsung Série D550 com estonteantes 64 polegadas e recursos de tirar o fôlego.

Full-HD? O que é isso?

Full-HD, ou alta definição “cheia”, é o máximo de qualidade de imagem, ou definição, que a sua televisão pode alcançar. Se as imagens nas TVs analógicas fossem formadas por pixels - na verdade são por linhas mas isso não vem ao caso agora -, seriam mais ou menos 480 pixels na vertical.

As imagens em alta definição padrão começam nos mesmos 480 pixels. As imagens em alta definição simples (HD Ready) têm 720 pixels de altura, e as em Full-HD chegam aos 1080 pixels na horizontal. Na prática, o que você vê é uma imagem com mais detalhes.

Ainda são poucas as fontes de programação em Full-HD - na TV aberta, por exemplo, não há nenhuma - mas a tendência é que elas aumentem, principalmente com os filmes em 3D e a possibilidade de fazer download de conteúdos disponíveis na internet.

Quando for comprar seu televisor não se esqueça: escolha um que seja HD Ready ou Full-HD, como o modelo da Samsung Série D5000 de 32 polegadas, LED e conversor digital.

E não deixe de conferir nossa matéria sobre TV Digital e Alta Definição, com mais detalhes e explicações sobre o assunto.

Portas HDMI e USB

Aqui a dica é: quanto mais, melhor. Já temos no mercado TVs com até 5 portas HDMI, como esta TV Philco com tela de LED Full HD de 42 polegadas, mas o padrão do mercado são quatro.

TV Philco PH42 LED Full-HD HDMI 42pol

“Beleza, já sei que preciso de um monte de portas HDMI. Mas para que elas servem?”, você poderia perguntar. Calma, explicamos. As portas HDMI são conexões digitais de áudio e vídeo. O mesmo cabo transporta informações de som e imagem. Além de facilitar a conexão (é um cabo só), aumenta em muito a qualidade.

Se a TV possuir várias portas HDMI, é possível conectar uma série de aparelhos, como tocadores de DVD e Blu-Ray, consoles de videogame e notebooks, todos à televisão e sem precisar ficar trocando cabos. Você seleciona tudo pelo controle remoto. Percebeu por que é bom ter tantas?

Isso sem falar que, por elas, se consegue alcançar a maior qualidade de imagem possível, o que não dá pra ter quando se usa os cabos analógicos (vídeo composto, video componente, S-Video, cabo de antena...). Se não souber do que se trata, não tem problema: basta adotar o HDMI e esquecer o passado.

E não podemos nos esquecer de uma velha conhecida dos internautas, a porta USB. Com ela você poder assitir a vídeos baixados da internet, tocar música ou ver fotos - é só espetar o pen drive e navegar pelo conteúdo.

Aqui também vale o “quanto mais, melhor”. E se a televisão tiver um leitor de cartões, teremos então uma conectividade invejável. Mas bom mesmo é poder usar nas portas USB um adaptador Wi-Fi, o que finalmente nos leva ao...

Acesso à internet

Acredite se quiser, mas está ficando cada vez mais comum acessar a internet pela televisão - e é mais simples, também. Você não precisa baixar o vídeo, gravar no DVD, colocar no aparelho pra tocar etc etc etc. Basta acessar o vídeo diretamente da internet e a TV já sai tocando.

A porta Ethernet - aquele cabo azul que sai do seu modem de internet - está presente na traseira de muitos modelos. Porém, o acesso sem fio é, claro, muito melhor. Verifique se a TV está pronta para receber o tal do adaptador Wi-Fi, que costuma ser fornecido pelo próprio fabricante. É bom lembrar que você precisa ter em casa, ou no local onde a TV vai ficar, uma rede sem fio para o acesso à internet.

“E para que eu vou querer acessar a internet na minha TV?” As possibilidades são muitas, desde ler notícias e ver vídeos do YouTube até usar o Skype pra vídeo conferências. Mas uma função interessante é a que coloca no pé da tela os tweets dos seus amigos online para você ler enquanto assiste à sua série predileta. Ou à novela, se essa for sua preferência.

O grande lance, porém, é a interface: nesse ponto, meu voto vai para os modelos Smart TV da Samsung, com aplicativos como o twitter e o Facebook bem adaptados pra usar na TV. E, pra finalizar, a LG merece menção honrosa pelo controle remoto que aciona um cursor na tela - uma mão na roda na hora de digitar seu login e senha.

SmartTV Samsung app aplicativo internet Twitter Facebook Youtube

A distância correta para aproveitar ao máximo o efeito 3D

Sabe aquela vontade de pegar um objeto que está saltando da tela, ou o reflexo que faz você se movimentar para não ser atingido por um estilhaço quando assiste a uma explosão uma TV 3D? Saiba que para aproveitar melhor esses efeitos é preciso se manter a uma distância adequada do aparelho, geralmente menor do que assiste a imagens 2D.

Em geral, cada fabricante, e mais, cada aparelho possui a distância correta que maximiza a sensação de profundidade. Leia o manual e faça testes e encontre a posição adequada. Para você não partir do zero, utilize como base a tabela abaixo. Ela é apropriada para TVs 2D, no caso das imagens em três dimensões, experimente distâncias mais próximas ao valor mínimo.

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